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Política de Privacidade Termos de Uso Sobre a Plataforma

Versão atual dos documentos:

v1.0 — Abril/2026

Política de Privacidade

Versão 3.0 — Vigência: Agosto/2026
Base legal principal: Lei nº 13.709/2018 — Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), com especial atenção ao art. 11 (dados sensíveis de saúde), art. 14 (dados de crianças e adolescentes) e art. 33 (transferência internacional).

1. Quem trata os seus dados

O ProporcionaBR é uma plataforma digital de acompanhamento clínico para crianças com acondroplasia e outras displasias ósseas. Para os fins desta Política, o ProporcionaBR é o controlador dos dados: é quem decide as finalidades e os meios do tratamento, responde pela governança de acesso e atende aos direitos dos titulares. [A identificação jurídica completa — razão social, CNPJ e endereço — será publicada aqui quando concluída a formalização institucional em curso.]

Encarregado de Proteção de Dados (DPO) — art. 41 da LGPD:
E-mail: privacidade@proporcionabr.org.br
[Nome do Encarregado a publicar, conforme Resolução CD/ANPD nº 18/2024.]

Como a plataforma se sustenta — e por que dizemos isso logo no início. O uso da plataforma é e continuará sendo gratuito para as famílias. Para financiar essa gratuidade, o ProporcionaBR pode receber pagamento de instituições de pesquisa, universidades e empresas do setor de saúde que contratam acesso a estatísticas agregadas e a dados de-identificados do Registro de pesquisa — sempre nas condições da seção 6 e somente de quem consentiu especificamente com isso. Não somos um data broker: não vendemos cadastros, não fornecemos dados identificados e não usamos os dados para publicidade.

2. Dados que coletamos

2.1 Dados de responsáveis (pais/guardiões)

  • Nome completo, e-mail, nome de usuário e senha (armazenada como hash)
  • Telefone, endereço, cidade e estado (opcionais)
  • Vínculo com instituição parceira (opcional)
  • Data, hora e versão do aceite dos Termos de Uso e desta Política

2.2 Dados de pacientes (crianças e adolescentes)

Dado duplamente protegido: dados de saúde de crianças reúnem o art. 11 (dado sensível) e o art. 14 (criança e adolescente) da LGPD, exigindo consentimento específico, destacado e verificável do responsável legal, sempre no melhor interesse do titular.

  • Identificação: nome completo, CPF, data de nascimento, sexo biológico
  • Contato do responsável: nome e telefone do guardião
  • Localização: CEP, endereço, cidade, estado e coordenadas aproximadas (para o mapa epidemiológico)
  • Dados clínicos: altura, perímetro cefálico, envergadura, medidas de mãos e pés, índice VMCA, medicações e dosagens, marcos do desenvolvimento motor
  • Histórico: equipe de especialistas, cirurgias, sintomas, exames e laudos enviados
  • Efeitos colaterais relatados pela família (ver seção 9)
  • Participação em ensaio clínico, quando informada pela família ou pelo médico

2.3 Dados gerados automaticamente

  • Registro de acesso a dados sensíveis: usuário, ação, data/hora e hash do endereço IP
  • Registro de concessão e revogação de consentimentos, com autoria
  • Registro de exportações de dados de pesquisa, por titular
  • Cookie de sessão (autenticação)

Endereços IP nunca são guardados em texto claro. Armazenamos apenas um hash irreversível com sal, suficiente para auditoria e insuficiente para identificar a origem da conexão.

3. Para que usamos e com qual base legal

FinalidadeBase legal (LGPD)
Acompanhamento clínico do crescimento da criançaArt. 11, I — consentimento específico e destacado do responsável (art. 14, §1º), somado ao art. 11, II, “f” quando o tratamento é conduzido por profissional de saúde vinculado
Geração de relatórios para uso em consultaArt. 11, I e art. 11, II, “f”
Compartilhamento com instituição de saúde escolhida pela famíliaArt. 11, I — consentimento específico, por instituição e revogável
Extração assistida de laudos e assistente virtualArt. 11, I — consentimento, com revisão humana recomendada
Registro de pesquisa (ver seção 5)Art. 11, I — consentimento específico e destacado, em documento próprio (TCLE), separado do aceite desta Política
Estatísticas agregadas e mapa epidemiológicoArt. 12 — dado agregado, sem identificação de titular
Registro de auditoria (quem acessou o quê)Art. 37 — prestação de contas do controlador
Segurança da plataforma e prevenção a fraudesArt. 7º, IX — legítimo interesse, apenas sobre dados não sensíveis de responsáveis

4. Proteção de crianças e adolescentes

Art. 14 da LGPD: “O tratamento de dados pessoais de crianças e de adolescentes deverá ser realizado em seu melhor interesse.” § 1º: “deverá ser feito com o consentimento específico e em destaque dado por pelo menos um dos pais ou pelo responsável legal.”
  • Nenhum dado de criança é coletado sem aceite explícito do responsável legal.
  • O responsável pode consultar, corrigir e solicitar a exclusão dos dados a qualquer momento.
  • Assentimento: a partir dos 7 anos, a própria criança é convidada a manifestar concordância em linguagem adequada à idade; a partir dos 12, com material próprio para adolescentes. A recusa do menor é respeitada, ainda que haja autorização do responsável.
  • Maioridade: ao completar 18 anos, a decisão passa a ser do próprio titular. A plataforma identifica a virada e o convida a decidir por si. Sem manifestação dentro do prazo, os dados deixam de ser usados em novas pesquisas até que ele decida — nada é apagado e o acompanhamento continua.
  • Dados de crianças não são usados para publicidade, não são vendidos como cadastro e não são fornecidos a terceiros de forma identificada.

5. O Registro de pesquisa — autorização separada

Além do uso da plataforma, a família pode autorizar que os dados da criança componham um Registro de pesquisa sobre acondroplasia e displasias ósseas. Três pontos essenciais:

  • Essa autorização é separada desta Política e dos Termos de Uso, dada em documento próprio (TCLE), e é opcional: recusar não afeta em nada o uso da plataforma nem o acompanhamento da criança.
  • É revogável a qualquer momento, de forma independente das demais autorizações.
  • Enquanto não houver protocolo aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), nenhum dado é utilizado em pesquisa — a restrição é aplicada tecnicamente pela plataforma, não apenas por política interna.

5.1 Contato para novas pesquisas

Quem participa do Registro pode, adicionalmente e de forma opcional, autorizar que a equipe entre em contato sobre estudos em que a criança se encaixe. A família escolhe por quais canais (aplicativo, e-mail, WhatsApp, telefone) e pode desligar apenas o contato a qualquer momento, continuando no Registro. Todo contato de pesquisa é registrado em auditoria.

6. Com quem os dados podem ser compartilhados

6.1 Com a instituição de saúde escolhida pela família

Instituições cadastradas só acessam dados mediante consentimento ativo e específico do responsável, concedido individualmente para cada instituição e revogável a qualquer momento.

6.2 Para pesquisa — e em que forma

Dados do Registro podem ser compartilhados com instituições de pesquisa, universidades, empresas do setor de saúde e autoridades regulatórias, exclusivamente em uma destas formas:

  • Estatísticas agregadas, sem identificação de qualquer titular; ou
  • Dados de-identificados, preparados conforme a seção 7.

Todo compartilhamento exige contrato escrito que proíbe expressamente qualquer tentativa de reidentificação e o repasse a terceiros. Nome, CPF, contato e endereço nunca integram qualquer compartilhamento.

6.3 Com autoridades públicas

Quando exigido por lei ou por autoridade sanitária, nos termos do art. 11, II, “a” da LGPD.

6.4 Operadores

Utilizamos provedores técnicos que tratam dados sob nossas instruções: hospedagem e banco de dados (Google Cloud, região de São Paulo/Brasil) e processamento assistido de laudos e de linguagem natural (Anthropic PBC, Estados Unidos — ver seção 8).

7. Como preparamos os dados para pesquisa

Antes de qualquer compartilhamento, os dados passam por um processo técnico de de-identificação:

  • Identificadores diretos são removidos: nome, CPF, dados do responsável, endereço, geolocalização e data exata de nascimento nunca saem.
  • Código diferente a cada entrega: o identificador interno é substituído por um código gerado especificamente para aquele conjunto de dados. Quem recebe duas entregas não consegue relacioná-las entre si.
  • Generalização: a idade vira faixa etária; a cidade vira estado ou região; o ano de nascimento pode virar intervalo.
  • Supressão: combinações raras que poderiam apontar para uma única criança são agrupadas ou removidas antes da entrega. Preferimos entregar menos dados a arriscar a identificação de alguém.

Sejamos precisos com as palavras. Para quem recebe, o conjunto é anônimo: não há meio razoável de ligar um registro a uma pessoa. Para nós, permanece pseudonimizado (art. 13, §4º da LGPD): guardamos, de forma criptografada e com acesso restrito, a informação que permitiria refazer o vínculo. Guardamos isso para garantir os seus direitos — é ela que nos permite dizer em quais entregas os dados do seu filho saíram e retirá-lo de usos futuros se você revogar. Em uma condição rara, o risco de reidentificação é baixo, mas não é zero, e nenhuma plataforma séria pode prometer risco zero.

8. Transferência internacional

Art. 33 da LGPD — a transferência internacional de dados exige salvaguardas específicas.

A hospedagem e o banco de dados ficam no Brasil (Google Cloud, região de São Paulo). Há, contudo, transferências internacionais que declaramos abertamente:

  • Processamento assistido por inteligência artificial — a extração de informações de laudos e a interpretação de mensagens são executadas por Anthropic PBC (Estados Unidos), na qualidade de operadora. O contrato veda o uso do conteúdo para treinar modelos e atribui os resultados ao ProporcionaBR.
  • Pesquisa internacional — quando houver parceiros ou patrocinadores no exterior, os dados cruzam fronteira apenas na forma de-identificada da seção 7, sob contrato e com as salvaguardas do art. 33.

[Mecanismo de transferência a formalizar com a assessoria jurídica — Cláusulas-Padrão Contratuais da ANPD, conforme Resolução CD/ANPD nº 19/2024.]

9. Relatos de efeito colateral

A plataforma permite registrar efeitos colaterais e mudanças no estado de saúde. Esse registro fica no prontuário e é visível para a equipe de saúde vinculada. Se a criança participa de ensaio clínico, o registro aqui não substitui a comunicação ao médico do estudo, que tem regras próprias de prazo.

A plataforma não é canal de urgência. Não é monitorada em tempo real e não substitui atendimento médico. Diante de piora ou sinal de alarme, procure o serviço de saúde ou a emergência.

10. Seus direitos

Art. 18 da LGPD.
  • Acesso: consultar todos os dados armazenados — disponível diretamente no prontuário.
  • Correção: atualizar dados incompletos ou desatualizados.
  • Exclusão: solicitar a remoção, na aba Privacidade do prontuário (ver seção 11).
  • Revogação do consentimento: a qualquer momento, por camada, de forma independente.
  • Informação sobre compartilhamento: saber quem acessou os dados, quando, e em quais entregas de pesquisa eles saíram.
  • Portabilidade: [em implantação — enquanto o recurso automatizado não está disponível, solicite ao Encarregado e forneceremos os dados em formato estruturado.]
  • Reclamação à ANPD: www.gov.br/anpd

10.1 O que a revogação alcança — e o que não alcança

A partir da revogação, os dados saem imediatamente de toda pesquisa, estatística e entrega futura. Conjuntos já entregues a pesquisadores antes da revogação não têm como ser recolhidos, e resultados já publicados não se desfazem — nesses conjuntos os dados já estão de-identificados, sem nome nem CPF. Quando o contrato com o destinatário previr, ele é comunicado da revogação.

11. Retenção e exclusão

  • Dados clínicos são mantidos enquanto houver conta ativa.
  • A exclusão é executada por anonimização em até 30 dias corridos. Os dados identificáveis — nome, CPF, contato, endereço — são removidos; as séries clínicas podem ser preservadas em forma não identificável, sem qualquer vínculo com a pessoa, quando a base legal de saúde ou a integridade de pesquisas já realizadas exigir.
  • Registros de auditoria e de consentimento: 5 anos, para prestação de contas (art. 37).

12. Segurança

  • Senhas apenas em hash seguro; comunicação por HTTPS obrigatório
  • Autenticação em dois fatores obrigatória para equipe interna e administradores de instituição
  • Registro de auditoria de todo acesso a dado sensível, com hash de IP
  • Controle de acesso por papel, com separação entre equipe clínica e equipe técnica: perfis técnicos e de operação não acessam dados pessoais
  • Bloqueio automático contra tentativas repetidas de acesso
  • Criptografia em repouso na infraestrutura; arquivos de exames servidos por links temporários
  • Monitoramento de erros configurado para não coletar dados pessoais
Art. 46 da LGPD. Em caso de incidente com risco relevante, comunicaremos os titulares afetados e a ANPD, nos termos do art. 48.

13. Cookies e conteúdo de terceiros

A plataforma utiliza um único cookie, chamado __session, estritamente necessário para manter o usuário autenticado. Não utilizamos cookies de publicidade, rastreamento ou análise de comportamento.

Para carregar tipografia e componentes visuais, algumas páginas buscam arquivos em redes de distribuição de conteúdo de terceiros. Nessas requisições, o endereço IP do visitante fica visível para esses provedores. Não há troca de dados de saúde, e estamos migrando esses recursos para servidores próprios a fim de eliminar essa exposição.

14. Alterações nesta Política

Alterações relevantes são comunicadas com antecedência mínima de 30 dias por e-mail e aviso na plataforma, e exigem novo aceite. A versão aceita por cada usuário fica registrada com data e hora. O número da versão exibido no topo desta página é o mesmo registrado no seu aceite.

15. Contato

Encarregado (DPO): privacidade@proporcionabr.org.br
Assuntos gerais: contato@proporcionabr.org.br
ANPD: www.gov.br/anpd

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